Renascer e renascer até a morte.

Os velhinhos fazem parte das emocionantes imagens daqueles que se recuperam da Covid-19. Aplaudidos por médicos, enfermeiros e cuidadores, a cada dia eles saem dos hospitais, de volta ao show da vida.

Numa rápida busca no Google dá para ver vários velhinhos centenários que sobreviveram, destacando-se o mais idoso William Lapschier, de 104 anos, do Oregon, EUA.

Nesta semana foi a vez de Julia Dewilde, de 100 anos, que teve alta na Bélgica, e da brasileira Dona Nair Torres Santos.

Entre os que se recuperam estão os centenários, nonagenários, octogenários e idosos em geral. Voltarão para a vida normal e para a convivência familiar. E alguém duvida que muitos continuarão na vida social, com os seus trabalhos e pesquisas?

Como já citei em outro post, dos 15 vencedores do Prêmio Nobel de 2019, 9 eram idosos: três sexagenários, quatro septuagenários, um octogenário e o recordista John Goodenough, Prêmio de Física, com os seus incríveis 97 anos. 

Não sabemos se chegaremos lá, mas a força e o entusiamo de muitos idosos são inspiradores.

O pensador Edgar Morin com os seus 99 anos continua dando palestras e anunciou nesta semana a publicação de um livro de mais de 700 páginas. Morin é um farol neste mundo tão desafiador. 

É também o mestre Morin quem nos ensina que a vida é feita de constantes recomeços e renascimentos. Uma de suas máximas preferidas, citada no livro “Meu Caminho”, é plena de significados: é preciso “renascer e renascer até a morte”.

Julia Dewilde, de 100 anos, que teve alta na Bélgica.
A brasileira Nair Torres Santos.

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