Praia sem caixinha bluetooth

Depois de um bom tempo sem ver o mar, este fim de semana viemos para a praia, em Roatan, que fica bem longe da capital. Foi uma confortável experiência. É bom chegar na praia e escutar o suave som da brisa e ouvir as águas do mar chocando-se na areia.

Apreciar a beleza do mar e ouvir o barulho das ondas é sempre um grande privilégio. Havia várias pessoas na praia, mas nenhum som alto ou caixinha bluetooth; todas estavam lendo, conversando e apreciando a natureza. 

Ouvir plenamente o som da natureza é algo que deveria ser quase que um ritual sagrado. Mas hoje sabemos que boa parte das praias estão excessivamente barulhentas por conta das pequenas e possantes caixinhas bluetooth, que incomodam a dezenas de metros.

O ser humano tem passado por uma grave crise de falta de respeito, de noção do limite entre o seu espaço e o espaço do outro. Para piorar, não é só nas praias. O som alto das caixinhas está em todos os locais: piscinas, clubes e ruas. 

Além da falta de respeito, também há, por parte de muitos, uma crise de percepção, da falta de intimidade com a natureza. 

Como é bom aproveitar naturalmente o mar, com a sua espantosa beleza! Como é belo ouvir as ondas arrebentando na praia, caminhar em silêncio pela areia, enchendo os pulmões de vento do mar. Como é doce esperar lentamente o entardecer, cheio de lirismo, de beleza e de vida!

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