Perplexidades na Educação do país

Todos sabemos que o Brasil possui milhões de crianças e adolescentes fora da escola e que temos péssimos índices nos rankings mundiais de qualidade da Educação.

Contudo, nas pautas prioritárias do Ministério da Educação, neste início de governo, estão a mudança na legislação para permitir a educação domiciliar; alterações nos métodos de alfabetização praticados pelos professores, com priorização do velho método fônico (beabá-bá, “Ivo viu a uva”) e a defesa das aulas de moral e cívica, impostas pela ditadura.

Para piorar, toda vez que dá entrevistas, o ministro da Educação Ricardo Vélez se envolve em polêmicas. 

Numa entrevista à Veja atribuiu ao cantor Cazuza a frase “Liberdade é passar a mão no guarda”. Diante da repercussão negativa e da ameaça de ser processado, Velez ligou para a mãe de Cazuza e se desculpou. 

Nessa mesma entrevista o ministro olavista disse que o “brasileiro viajando é um canibal. Rouba coisas dos hotéis, rouba o assento salva-vidas do avião…”. Ficou chato, porque o brasileiro via de regra é trabalhador e honesto. 

Em entrevista ao Valor, o ministro disse que que as universidades “devem ficar reservadas para uma elite intelectual”, declaração absurda e que dispensa qualquer comentário. 

Para quem acredita que o Ministério da Educação é o setor mais importante para o desenvolvimento de um país e que o ministro da Educação ocupa uma posição política das mais relevantes, a reação que se tem a tudo isto é de perplexidade. Tudo é lamentável, para se dizer o mínimo!

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