O poder da fotografia

Entre as fotos mais famosas da história está a da “Mãe Migrante”, de Florence Thompson, feita pela fotógrafa Dorothea Lange, em 1936, durante a Grande Depressão Americana.

A então mamãe Florence, com 32 anos de idade e sete filhos para criar, perdera o marido e trabalhava no campo, na região de Nopono, Califórnia. Andavam famintos e desesperados, vivendo de vegetais e pássaros que as crianças matavam. 

Foi então que a fotógrafa Dorothea, que viajava pelo país para registrar otrabalho dos migrantes e imigrantes, aproximou-se e fez um conjunto de fotos que entraram para a história. 

O que mais marcou nas fotos da Mãe Migrante foi o desalento no olhar daquela mãe. Apesar da crueza das fotos, elas serviram para trazer mais esperança de dias melhores; motivaram uma ajuda alimentar emergencial aos trabalhadores rurais do país e mostraram ao mundo o enorme impacto da Grande Depressão na vida dos trabalhadores rurais.

A fotografia está ligada ao momento, ao instante, e depois se liga à eternidade. Muitas outras fotografias ajudaram a mudar o mundo! 

Não será diferente com a fotografia do papai Óscar (25) e sua filha Angie (02), feita pela repórter Julia Le Duc, que chocou o planeta e doeu na alma de todos. 

A foto chamou a atenção até do Papa, mobilizou as organizações internacionais e sensibilizou os políticos mundo afora, incluindo o insensível Trump. 

Esperemos que a impactante foto mude o olhar de todos sobre os dramas humanos que envolvem a imigração. 

O mundo que mata crianças precisa ser melhor; não se pode pensar só em dinheiro e em poder. Precisamos de um mundo mais humano.

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Foto 01: Dorothea Lange; foto 02: Julia Le Duc

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