O comunismo em Cuba

Fomos a Cuba com um saco na bagagem contendo sabonetes, cremes dentais, desodorantes e outros produtos, destinados a um jornalista cubano, namorado de uma amiga de Honduras.

Faltam em Cuba insumos comuns, como óleo de cozinha, ovos, frangos, carnes, produtos de higiene pessoal, entre tantos outros. 

Constatamos tais fatos conversando com as pessoas, vendo os pontos comerciais e as filas para comprar um ou outro produto, rigorosamente controlados pelo governo. 

A situação do país está bem difícil e isso é visível nas ruas, com uma Havana muito decadente e empobrecida. Claro que existem os boicotes econômicos e outras nuances, mas o fato é que a economia fechada, a centralização e o controle do Estado, restringem o número de transações comerciais, o livre-comércio e o empreendedorismo, gerando pouca produtividade e escassez de produtos.

O declínio do comunismo foi simbolizado pela queda do muro de Berlim, em 1989, quando as economias comunistas foram forçadas à abertura de mercado. 

O comunismo nasceu guiado pela utopia da liberdade com igualdade, mas tudo se revelou uma ilusão, como se percebe em Cuba. Claro que há algumas poucas virtudes do sistema cubano, como na educação, segurança, mas em termos econômicos o regime é praticamente um fantasma cujo corpo já desapareceu. 

O fato histórico é que o comunismo acabou. Hoje temos dois países verdadeiramente comunistas: Cuba e Coreia do Norte. No mais, o comunismo continua existindo na mente do guru anticomunista Olavo de Carvalaho e seus seguidores, que confundem, deliberadamente, esquerda e social-democracia com comunismo, e acreditam em pseudo-realidades.

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