Livraria

Não existe maior prazer no mundo do que entrar numa livraria e se perder no meio dos livros. Contudo, para os mais velhos visitar as livrarias já foi melhor. Tínhamos ótimos livros por todos os lados. Era Jorge Amado, João Ubaldo Ribeiro, Clarice Lispector, Drummond de Andrade, Guimarães Rosa, Machado de Assis, Cecília Meireles, Camus, Hemingway, Balzac, Dostoievski e por aí afora, com tantos outros autores clássicos.

E agora, onde estão esses livros? Estão quase escondidos nas prateleiras. Fora as exceções, que confirmam a regra, o que temos expostos logo em primeiro plano são as pilhas de best-sellers, textos de youtubers, escritos dos blogueiros, além de outras obras editoriais superficiais ou de qualidade duvidosa.

A variedade de livros superficiais (ou supérfluos?) é grande: livros com ideias prontas; outros com soluções certas para os mais variados problemas; publicações com letras grandes, ilustrações e vocabulário insignificante e por aí vai. Muitos desses livros servem apenas para atrair a atenção, com textos que não levam ao conhecimento e à reflexão.

Claro que é melhor ler esses livros do que nada ler, mas assim fica difícil formar bons leitores.

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