Está difícil, mas é preciso sorrir, cantar e sonhar

Mais uma tragédia ocorreu no Brasil, agora no centro de treinamento do Flamengo, onde 10 adolescentes morreram queimados, vítimas da negligência e do descaso.

Esta ano está cheio de tragédias e por isso está difícil sorrir, cantar e sonhar!

Já sonhei muito acordado. Sonhei que um país tão rico como o Brasil pudesse nos dar a chance de acreditarmos na liberdade e na igualdade; que tivesse mais diálogo e menos preconceito; mais solidariedade, respeito ao outro e mais amor. Tudo parece tão simples, mas a realidade insiste em mostrar que não é bem assim, contrariando os nossos sonhos.

Sonhei com um país onde uns cuidassem dos outros, e cada um cuidasse do seu espaço. 

Sonhei com um país onde todos (pessoas, instituições, empresas e governos) tivessem plenas noções das suas responsabilidades; que ninguém esperasse a ocorrência de tragédias para falar em “apuração de causas”, “de protocolos de segurança” e “de prevenção de fatalidades”. Quando se fala em vidas humanas ninguém pode gastar menos para ganhar mais; ou fazer menos do que deve ser feito. 

Sempre sonhei muito acordado, mas confesso que estamos passando por um período difícil de sorrir, cantar e sonhar. 

Mas… apesar das desilusões que insistem em bater em nossas portas, sonhar é preciso, pois “de sonhar ninguém se cansa”, já dizia Pessoa. É preciso envelhecer sorrindo; lutar sempre, acreditar noutra vida e noutro mundo. 

Escrevo esta reflexão no intervalo do meu almoço. Para escrever eu precisava de uma “estrela amiga” e contei com a “Canção do Novo Mundo”, de Beto Guedes: “Profundas raízes vão crescer/A luz das pessoas me faz crer/Eu sinto que vamos juntos/ohh, nem o tempo amigo/Nem a força bruta/Pode um sonho apagar”.

A força bruta não pode tirar os nossos sorrisos, os nossos sonhos e a nossa vontade de cantar. Esses são os nossos remédios para a fuga da tristeza humana; essas são as nossas armas para lutar por um mundo melhor. Por isso sigamos com fé! É preciso sorrir, cantar e sonhar!

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