Escola sem partido e o controle seletivo de ideias

Mal saiu o resultado das eleições e já temos vários movimentos de líderes e representantes populares institucionalizando ambiente de fiscalização, policiamento e denúncia em salas de aula.

O mais explícito foi da Deputada Estadual de Santa Catarina, Ana Caroline Campagnolo, eleita pelo PSL de Bolsonaro, incitando estudantes a filmar seus professores.
Vale lembrar que a Constituição Federal ainda está em vigor e prevê a liberdade de pensamento. Quaisquer tentativas de restrições serão energicamente repelidas por todas as forças democráticas deste país.

Talvez esta questão seja uma das prioridades para o Supremo Tribubal Federal, para refutar o controle seletivo de ideias, pois ninguém pode querer negar o livre pensamento.
A melhor manifestação sobre este movimento obscurantista foi feita hoje pelo talentoso colunista de “O Globo”, Bernardo Mello Franco:

“A campanha da deputada Ana Caroline Campagnolo lembra os tempos sombrios do macarthismo nos Estados Unidos. Ela estimulou os alunos a filmar e gravar eventuais críticas em sala de aula. ‘Descreva o nome do professor, o nome da escola e a cidade. Garantimos o anonimato dos denunciantes’, afirmou. Nos anos 1950, o senador Joseph McCarthy liderou uma feroz campanha anticomunista nos EUA. Artistas, intelectuais e professores foram investigados pelo FBI por suas ideias e opiniões políticas. O humorista Charles Chaplin foi uma das vítimas mais ilustres da caça às bruxas. Mais tarde, McCarthy perdeu o apoio da opinião pública e caiu no ostracismo.” (Globo)

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