É preciso blindar a nossa democracia

Seis de janeiro entrará para história dos EUA como a primeira tentativa de golpe no país. A invasão do Capitólio nos EUA mostrou que a democracia precisa se blindar contra os novos bárbaros da extrema direita. 

Aqui no Brasil a situação com Bolsonaro não é e nem será diferente. E a nossa democracia é muito mais frágil que nos EUA. 

Há tempos o populista autoritário Bolsonaro e seguidores vêm plantando a desconfiança entre as instituições, conspirando contra os demais poderes e questionando expressamente as urnas eletrônicas.

Bolsonaro fala publicamente da necessidade de armar a população e tem feito campanha permanente nos quartéis, em cerimônias militares, fazendo discursos autoritários, sobretudo para praças e médias oficialidades, preparando militares para eventuais reações a seu favor. É apoiador das milícias digitais que produzem fakes news todo o tempo, a começar pelos seus filhos. 

É preciso reconhecer que o bolsonarismo foi um delírio coletivo e hoje representa um enorme perigo para a democracia no Brasil. Bolsonaro atenta permanentemente contra as instituições democráticas. 

Chega de falar que “as instituições estão funcionando”. Chega de passar pano e de cumplicidade. O período é sombrio para a democracia e reconhecê-lo é necessário.   

É necessário um movimento pelo impeachment de Bolsonaro. Ele não pode ficar até 2022. 

Como disse Biden em seu Twitter, a democracia é frágil e “para preservá-la são necessárias pessoas de boa vontade, líderes com coragem para se levantar, que se dediquem não a perseguir o poder e os interesses pessoais a qualquer custo, mas ao bem comum”.

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