É preciso aperfeiçoar e não extinguir a Lei Rouanet

A Lei Rouanet, de 1991, tem sofrido críticas e recentes movimentos conservadores defendem a sua extinção.

Muitos são os equívocos dos ataques à lei de amparo à cultura, por vezes orientados pelo desconhecimento, pelas fakes news e pelas ideologias.

Muitos dos ataques à cultura vêm de um movimento anti-intelectualista que tem tomado conta do Brasil, com o repúdio ao conhecimento, à educação, à ciência, à cultura, à inteligência e às liberdades de forma geral. O chamado movimento Escola sem Partido é uma das vertentes expressivas desse cenário.

A Lei Rouanet pode ter problemas, mas também tem grandes méritos. Um bom exemplo citado pelo editorial foi a última edição da Flip (Festa Literária Internacional de Paraty), “que proporcionou arrecadação de impostos de R$ 4,7 milhões, valor que superou os R$ 3 milhões de isenção obtidos pelos patrocinadores do evento”.

A lei deve ser aperfeiçoada. O que não dá para é para extingui-la e acabar com os investimentos na Cultura, como se tem apregoado.

Como diz a música dos Titãs, “a gente não quer só comida”. A cultura é o maior patrimônio de uma sociedade e é ela que nos permite avançar, sempre, em direção ao conhecimento e às luzes.

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