O presidente e as suas polêmicas

Nos últimos anos trabalhei em São Paulo, capital, e morava em Taubaté. De vez em quando ficava hospedado em hotéis na capital. 

Havia uma época do ano em que eu ficava atento às reservas, pois elas eram escassas: era o período que antecedia e sucedia a “Parada Gay”. Os hotéis, desde os mais simples aos mais sofisticados, enchiam de turistas de vários lugares do mundo. 

Houve dias que cheguei a ficar sem hospedagem por conta das lotações e tive que voltar para o interior.

Curioso, à época procurei saber, e a Parada Gay era o segundo evento que mais movimentava a economia de São Paulo, depois da Fórmula 1. 

Durante estes eventos fiquei sabendo da importância do rentável, inofensivo e pacífico turismo gay; descobri que o Brasil é um dos países procurados pelos gays, pois sempre foi um ambiente agradável, aberto, respeitoso e receptivo ao público LGBT. 

Ao fazer uma breve pesquisa no Google vi que o turismo gay movimenta bilhões em todo o mundo, a ponto do Brasil e muitos outros países, como Israel, França, EUA, Canadá, Alemanha, sempre ter incentivado este tipo de turismo, como forma de aquecimento dos negócios.

Porém, diante das declarações do presidente, de que “quem quiser vir aqui fazer sexo com uma mulher, fique à vontade. Agora, (o Brasil) não pode ficar conhecido como paraíso do mundo gay”, vamos perder mais turistas e aumentar a nossa fama de país homofóbico. 

Enquanto o Brasil espera pelas reformas o presidente continua a se envolver em polêmicas e continuamos na contramão da história. 

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