Dependentes digitais

Passamos a Semana Santa em Cuba, onde a internet é muito precária e de difícil acesso. Por isso passei uns dias quase que totalmente desconectado. 

Foi uma interessante experiência, numa época em que não largamos mais os nossos smartphones e computadores, e estamos acostumados com as multitarefas digitais.

Nesta semana, horrorizado, fiquei sabendo da Catedral de Notre Dame e do atentado terrorista no Sri Lanka. Nada mais. Na escassez de conectividade, o essencial se distancia do supérfluo e somos obrigados a olhar apenas as principais notícias do mundo.

O lado bom é que foi uma semana mais contemplativa que me permitiu observar mais as pessoas e ter mais convívio off-line.

Os dias ficaram incrivelmente grandes, com tempo para apreciar a cultura de Cuba, ouvir os seus ritmos e curtir mais a sua beleza. Também houve tempo para ler e reler muita coisa boa, vantagem dos livros digitais, que nos acompanham por todos os lados.

Foi bom, mas confesso que dá uma sensação estranha ficar desconectado! Estou acostumado a ver os meus sites preferidos, entre eles os de notícias e fotografias, sem contar a conexão com todos, nas redes sociais. Não sei, mas parece que hoje somos verdadeiros dependentes digitais.

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