Democracia à toda prova

Bolsonaro ganhou. Contra o discurso da corrupção e do antipetismo o povo escolheu alguém que teoricamente pode dar uma solução definitiva aos problemas do país, custe o que custar, mesmo que isso signifique graves riscos à democracia.

O Brasil já apostou outras vezes em caçadores de corruptos, como Jânio Quadros e Collor, e deu no que deu. Agora vamos provar novamente deste remédio amargo.

Nestas eleições tudo se limitou à dualidade antipetismo e bolsonarismo, ambos com os seus problemas e extremismos. As feridas estão abertas, o povo está dividido e o medo está presente. Mas o cansaço com a política tradicional também estava grande…

O giro à extrema direita pode ter sido radical demais. O ideal seria que as manobras da democracia, assim como as de um grande transatlântico, fossem mais vagarosas e graduais, num momento convergente de forças democráticas entre os extremos. A democracia é realmente dura e difícil! A nossa democracia é muito jovem…

Agora a tarefa de todos os democratas é resistir aos radicalismos propostos pelo vencedor. Este por sua vez necessita baixar a bola e mostrar que boa parte do seu discurso violento era retórica vazia, simplesmente para agradar ao seu fiel eleitorado.

As instituições deverão, como nunca, mostrar que estão consolidadas. O Ministério Público, a quem a Constituição confiou a defesa da sociedade e dos direitos humanos deverá mostrar a que veio. Teremos grandes testes!

Nós, defensores dos Direitos Humanos, ficaremos de olhos abertos e vamos lutar até o fim para a manutenção de tudo que a sociedade conquistou, para evitar retrocessos civilizatórios.

De qualquer forma, boa sorte ao Brasil!

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