Bolsonaro e os ataques à democracia

Todos os dias Bolsonaro faz ataques às instituições democráticas e tijolo por tijolo o seu governo vai desmoronando os alicerces da nossa frágil democracia. 

Exemplos não faltam: retaliações à imprensa; transferências compulsórias de comandos e interferências nos órgãos públicos, incluindo a Polícia Federal; manipulações à verdade; manutenção da guerra na política que divide o país; negacionismo ou adulteração de fatos históricos; enfraquecimento à participação cidadã, através das destituições dos conselhos; imposição de retrocessos nas políticas de direitos humanos, meio ambiente, e muito mais.

Não, os tanques não chegarão às ruas para dar o golpe. Não é mais assim. 

Os novos regimes autoritários, que os cientistas políticos chamam de democracia iliberal, são construídos lentamente, dia após dia, com o enfraquecimento das instituições e das estruturas democráticas. 

Basta olhar o que ocorreu em outros países como Nicarágua, Venezuela, Turquia, Hungria, Rússia, Polônia. 

Nesses locais a democracia ainda existe formalmente, mas há o enfraquecimento das organizações sociais e uma desigualdade na relação entre os poderes, a ponto de afetar as suas independências. Prevalece o governo e a tirania do autocrata. 

O Messias não tem nada de salvador. Ele faz ataques frontais às instituições e é uma séria ameaça à democracia. 

Não é muita novidade que tudo isso ia acontecer. Mas são preocupantes o olhar complacente a este desmonte, por parte de grande imprensa, e a desmobilização dos brasileiros. 

Resta saber se o Congresso Nacional, o STF (que os bolsonaristas ideólogos querem fechar), o Ministério Público, e demais instituições democráticas terão resiliência para colocar limites em Bolsonaro. Antes que seja tarde.

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