Bolsonaro disse que acabou com a Lava-Jato

“Eu acabei com a Lava Lato, porque não tem mais corrupção no governo” disse há alguns dias o presidente. É mais um comentário da série “me engana que eu gosto”, do presidente que se elegeu no embalo da Lavajato.

Tudo bem que o lavajatismo tem lá os seus problemas e excessos, mas o que Bolsonaro tem feito é desmontar ou enfraquecer as estruturas estatais. 

Bolsonaro nomeou um PGR fora da lista tríplice e alinhado com a política de enfraquecimento das investigações; tem feito o controle político da Polícia Federal; desmontou o COAF; faz interferências na Receita Federal; nomeou um ministro do STF indicado pelo Centrão e está numa ótima fase com Tóffoli e Gilmar Mendes. 

O pessoal do Centrão, que também rima com Mensalão e Petrolão, está feliz da vida. Até Renan Calheiros (quem diria) tem defendido a atitude de Bolsonaro. Novidades? Claro que não. Bolsonaro veio do baixíssimo clero e conhece bem como funciona a velha política do familismo, do nepotismo, das rachadinhas, das boquinhas públicas, dos assessores fantasmas, dos laranjais, dos diplomas falsificados, dos pagamentos em espécie. 

Para o bolsonarismo esses práticas não significam corrupção. Para o Código Penal sim. Lá estão os verdadeiros significados: corrupção, peculato, desvio de dinheiro, lavagem de dinheiro, organização criminosa.

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