As crianças e as tecnologias digitais

Recente matéria do New York Times, replicada na Folha de S. Paulo no último dia 25/12, mostrou que os grandes experts da tecnologia afastam seus filhos de tablets e telefones celulares.

O motivo eles sabem bem. Apesar dos benefícios das telinhas, os riscos de atrasos no desenvolvimento são também elevados, com interferências no sono, no déficit cognitivo e motor, além de obesidade, depressão e ansiedade. 

Exageros ou não, Chris Anderson, CEO de uma empresa de robótica e drones, disse que numa escala entre doces e crack, o vício em tecnologia está mais perto do crack. A agravante é que ninguém sabe o efeito desta dependência no cérebro de uma pequena criança.

O artigo lembra que o CEO da Apple, Tim Cook, disse neste ano que não deixaria seu sobrinho entrar nas redes sociais e Steve Jobs não deixava seus filhos pequenos chegarem perto de iPads.

Bill Gates proibiu os celulares até que seus filhos chegassem à adolescência e Melinda Gates escreveu que gostaria de ter esperado mais.

O fato é que, se os próprios experts da tecnologia condenam o uso, há que se olhar o problema com muito cuidado, buscando o equilíbrio no uso dessas tecnologias com as crianças. Ponderação e bom senso!

Como as crianças também precisam brincar e ler, concluo o post com uma frase do próprio Bill Gates: “Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever – inclusive a sua própria história”.

Foto e fonte: Folha de S. Paulo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *