Adeus Morais Moreira

Neste ano tão difícil, agora perdemos o nosso cantor e compositor Morais Moreira, que tantas alegrias trouxe ao povo brasileiro. 

Seduzido pelas palavras, entre outras coisas belas, ele também nos deixou poesias e cordéis. 

No seu livro “Poeta não tem idade” (Ed. Numa) há o belo cordel chamado “Gonzaga e Dominguinhos”, no qual ele faz homenagem póstuma aos dois artistas (pag. 193):

“Eu não sei se a vida é dura/ou é a gente que é mole/ Um cabra que puxa um fole/ De forma clara e segura,/Além da grande figura/Diante de qualquer mal/Tinha que ser imortal/Trilhando sempre os caminhos/Da luz que nunca se apaga/Outrora foi o Gonzaga,/Agora vai o Dominguinhos”[…]. 

E continua o poeta, habilidoso na métrica e na rima: “A morte não tem idade/Chegando a hora do adeus/Quem vai discutir com Deus? […]“.

Como ele mesmo diz no referido cordel: “Aqui a gente conquista/A eternidade da obra/Já que o tempo não dobra/ À força de um artista…”. 

Quis o destino que agora chegasse a sua vez. Mas o “tempo não se dobra à força de um artista”. Ele também é um imortal e a “sua luz nunca se apaga”. A sua obra abraça o tempo e alcança a eternidade.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *