A um passo do abismo

Estou longe, mas venho acompanhando de perto a política no Brasil. O radicalismo e a intransigência a que chegamos nos levam a acreditar que estamos à beira do abismo.

A eleição para presidente virou um confronto dos rejeitados, pois aqueles que estão à frente nas pesquisas são também os mais indesejados.

Esta não será uma eleição de sonhos e esperanças, mas uma eleição do suposto voto útil, para se evitar o mal maior, numa luta do bem contra o mal, cada um achando que está do lado certo.

Para piorar, os cidadãos saíram das polêmicas das ideias e partiram para as polêmicas das pessoas, num enfraquecimento do poder do diálogo.

É claro que tudo faz parte da democracia, ainda bem! Mas são inegáveis os sentimentos de mal-estar e perplexidade com tudo de ruim que está ocorrendo no Brasil.

Sempre que chegamos a extremismos lembramos das lições de Aristóteles, de que toda virtude está no equilíbrio, no meio termo.

Só nos resta confiar que depois desta grande tempestade, que ainda deve durar anos, possamos novamente encontrar o equilíbrio de um Brasil com mais diálogo, mais esperanças, e com possibilidades de ser um país para todos.

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