A morte de Boechat

Antes de morrer Boechat comentou sobre a sucessão de tragédias no Brasil. Deu destaque para a principal matéria de “O Globo” que mostrou um dado absurdo: 1.774 pessoas morreram ao longo de 12 anos em tragédias que poderiam ter sido evitadas se houvesse mais respeito às regras de segurança e se as leis fossem cumpridas.

Na mesma matéria Boechat citou sobre as últimas tragédias e as mortes no Centro de Treinamentos do Flamengo, ocorrida por conta da negligência e omissão, pois o clube havia sido multado 31 vezes e ainda assim permitiu o funcionamento do centro naquelas condições. 

Grande jornalista e comunicador, Boechat sabia ser o porta-voz da nossa indignação. Sempre condenou a omissão e a negligência que levam a esses acidentes; sempre se indignou com o “jeitinho” brasileiro, com costume de “empurrar com a barriga” as fiscalizações e a tomada de providências, diante dos muitos interesses políticos e econômicos que entram em cena. 

As suas “pensatas” eram sempre geniais. Era uma voz presente na vida de todos, num momento em que vivemos muitos lutos, por mortes abruptas, causadas por tragédias evitáveis.

Boechat representava o povo nas suas observações e críticas. A sua morte de forma trágica é muito triste! Foi uma grande perda para o Brasil! Que início de ano!

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