A história de um ex-brasileiro, Prêmio Nobel

O cientista Peter Medawar disse que os vírus são “fragmentos de ácido nucleico rodeado de más notícias por todos os lados”.

A cada dia que passa percebemos a dimensão brutal da pandemia e as más notícias que se espalham.

Aqui no Brasil o pesadelo aumenta muito com esse ser inominável na presidência. Mas não é sobre ele que vou falar. Ao contrário, é sobre um grande homem (foto), autor da frase acima. 

Peter Medawar nasceu em Petrópolis, RJ, Brasil, em 1915 e na adolescência foi estudar no Reino Unido. 

Lá ganhou bolsa de pesquisa do governo britânico e avançou nos estudos, enquanto a sua família continuou no Brasil. 

Convocado mais tarde para prestar o serviço militar obrigatório aqui no Brasil, ele tentou de todo jeito a dispensa, para continuar os seus estudos promissores lá fora. 

Para tanto, houve um intenso movimento do seu pai e de amigos, que levaram o pedido de dispensa até o então ministro de Guerra Eurico Dutra, que poderia concedê-la. 

Dutra foi inflexível e disse que, sem prestar o serviço militar, o jovem cientista perderia a nacionalidade brasileira, o que realmente aconteceu. 

O tempo passou… 

Anos depois Eurico Dutra tornou-se presidente do Brasil (1946-51) e entrou para o folclore político como um dos mais limitados (de inteligência) que o Brasil já teve (hoje a medalha de prata ou de bronze seria garantida). 

Já o “Sir” Peter Medawar ganhou a nacionalidade britânica, continuou os estudos na Inglaterra, e foi vencedor do Prêmio Nobel de Medicina em 1960.

Medawar poderia ter honrado o nome do Brasil, que até hoje não tem um Nobel. Mas infelizmente, como se vê, o burocratismo e a toupeirice dos nossos governantes é um problema histórico. 

O Brasil mostrou-se indigno de Peter Medawar.

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