A cultura do ódio e a barbárie

Logo de manhã fomos surpreendidos pela estarrecedora notícia de 10 mortos numa escola em Suzano, SP, vítimas de tiros disparados por duas pessoas, que se mataram em seguida.

A violência com armas de fogo no Brasil já tem índices alarmantes e vai aumentar com a cultura do armamentismo que se instala a cada dia que passa. 

O discurso de armas para todos tem sido divulgado desde a campanha eleitoral, com as infames “poses de arminhas”. O discurso de violência para enfrentar a violência já tem sintomas visíveis nas ruas, com notícias de abusos de policiais, de guardas nos comércios e nos ódios das redes sociais. 

A impressão é que estamos numa guerra interna e os novos governantes, ao invés de investirem esforços para pacificar e unir o país, retroalimentam a divisão através das redes sociais. Falta diálogo e sobram mentiras, trocas de insultos, discursos armamentistas, violência e demagogia. 

Essa cultura de ódio atinge a sociabilidade nas relações comunitárias, escolares, entre amigos e familiares. Ela estraga as relações humanas, abole o conceito de verdade e espalha inimizade entre as pessoas. 

É claro que o caso é um fato isolado, mas com ódio e armamentismo surgirão muitos outros desequilibrados e malucos armados. 

Enquanto sobra estupidez, temos falta de empatia, inteligência, educação e humanidade.

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