Vitória de Biden e da democracia

“A Bíblia nos diz que para tudo existe uma estação, um tempo para construir, um tempo para colher, um tempo para semear e um tempo para curar. Este é o tempo para curar na América”, disse o presidente eleito Biden.

“Prometo ser um presidente que não vai dividir, mas unificar”, afirmou, sob o argumento de que é hora de deixar para trás uma era sombria no país. “…É hora de baixar a temperatura, de nos vermos, de nos ouvirmos… Para progredir, devemos parar de ver o oponente como inimigo. Eles não são nossos inimigos. Eles são americanos”, continuou Biden.

Com essas palavras, inspiradas no grande Mandela, Biden fez o discurso da vitória.  

A vitória de Biden e de Kamala representa enorme avanço da civilização contra a barbárie. Um importante momento de virada para os EUA e todo o planeta. 

A queda do radical Trump significa o enfraquecimento da extrema-direita e de todos os seus delírios alucinantes. Como representante da nação mais poderosa do planeta, o seu mandato deixou o mundo mais pobre de democracia, de humanidade, de dignidade, de simples padrões civilizatórios. 

Com a sua política de ódio e divisão, ele legitimou e empoderou as ações dos supremacistas brancos, dos homofóbicos, dos negacionistas, dos anti-vacinas, dos fundamentalistas, dos terraplanistas, dos antifeministas, dos ultranacionalistas, dos extremistas radicais (neofascistas, neonazistas), de todos os tipos de representantes da cultura patriarcal, e de tudo aquilo que há de mais tenebroso no mundo. 

A derrota de Trump é uma vitória da civilização contra o autoritarismo, a mentira, o ultranacionalismo cego, o isolacionismo, o negacionismo, a xenofobia.

A vitória de Biden e de Kamala será a retomada do diálogo entre as nações, do multilateralismo e da esperança de um mundo com mais democracia, civilidade e liberdade.