John Lennon


Há 38 anos a notícia chocou o mundo: John Lennon fora assassinado. O estado de choque foi geral naquele 8 de dezembro de 1980.

Eu era adolescente e fã de carteirinha do beatle. À época vivíamos o regime militar e os movimentos pacifistas nos ajudavam a libertar dos pesadelos autoritários e das notícias de repressão. Na vida política, os dias eram confusos e tensos. 

Como jovens vivíamos nos anos 70 e início dos anos 80 uma época de utopias e Lennon era um dínamo propulsor de todos os sonhos possíveis para um jovem: um mundo sem guerras, a ideia de que a contracultura poderia mudar o mundo, a ingenuidade de um mundo sem fronteiras e a certeza de que não éramos os únicos sonhadores. 

Ouvíamos discos de 45 rpm e estávamos no auge das discotecas. Vivíamos um período de revolução no comportamento dos jovens e o lema “faça amor e não faça a guerra” ainda estava muito presente entre todos.

Escrevíamos cartas (bons tempos das cartas) para as “mocinhas” e líamos livros que prometiam um mundo melhor. 

E, é claro, tínhamos grandes ídolos, poetas e pacifistas como John Lennon. Para nós era muito simples e natural o que ele dizia: “imagine todas as pessoas vivendo a vida em paz…”

Neste mundo conflituoso e intolerante John faz muita falta para todos nós!

Seres notáveis


Os cães foram assunto nesta semana, entre eles Sully, o labrador que emocionou o mundo ao ficar do lado do caixão de Bush, e o vira-lata brutalmente assassinado no Carrefour, em Osasco. 

Aproveito para contar sobre a “Shalia”, uma cadela vira-lata que há pouco mais de um mês chegou no prédio onde trabalhamos. 

À época estava machucada, andava com dificuldades, quase sem pelos e com muitos parasitas. Com o cuidado de todos agora ela brilha alegre e feliz, recebendo os funcionários e visitantes que chegam no prédio.

Ela sabe que o homem pode ser perigoso e por isso não quer mais ir embora; virou mascote e segurança da Missão. Conhece os funcionários, sabe das nossas rotinas e é uma amiga incondicional, como é próprio de todos os cães. Às vezes parece que adivinha os nossos pensamentos e sentimentos. 

Como sou amante desses seres notáveis estou acompanhando a sua evolução neste período. Ela manca um pouco, mas a sua saúde está melhorando a cada dia. 

“Mário”, o último cão de rua acolhido por aqui, foi adotado por uma família que morava próximo, ganhou passaporte, viajou e hoje mora nos Estados Unidos.

Enquanto Shalia melhora para poder arrumar um lar, por aqui ela alegra os nossos dias carregados de assuntos pesados e mantém conosco uma grande parceria e lealdade. 

Não tem jeito: Labrador ou Vira-Lata, os cães têm o impressionante poder de cativar os seres humanos!

“Melhor aumentar a vida dos seus dias do que os dias da sua vida”


Os médicos italianos decidiram que a pessoa somente será considerada idosa a partir dos 75 anos. 

O parâmetro tem a ver com as políticas públicas da Itália, um país que possui muitos idosos, mas também reflete um processo de reinvenção da velhice que está ocorrendo em muitos países, pois as pessoas estão vivendo melhor, com mais qualidade, vida ativa e elevados níveis de felicidade.

Uma das grandes inspiradoras para os italianos foi a médica italiana Rita Levi-Montalcini (1909-1912), agraciada com o Prêmio Nobel de Medicina, em 1986. Eles a achavam imortal. 

Grande pesquisadora, Rita trabalhou quase até o fim dos seus dias, aos 103 anos. Quando comemorou os 100 anos foi perguntada se não queria se aposentar e ela disse que não, pois a aposentadoria “destruía cérebros” e que muita gente que se aposenta fica enferrujada. Ela tinha uma tese de que o “o cérebro não tem rugas: se continuarmos a trabalhar intensamente, ele não para de se renovar”.

Segundo ela é preciso aproveitar cada dia, pois o amanhã é sempre incerto. É dela a grande máxima: “É melhor aumentar a vida de seus dias do que os dias de sua vida”.

Claro que a sua história de vida é uma exceção, mas também não deixa de ser uma boa inspiração.